
Reprodução Humana - Fatores da infertilidade
Fatores de infertilidade na mulher
Muitas doenças ginecológicas são responsáveis pelo comprometimento da fertilidade, em especial a endometriose, uma condição relativamente comum. As mulheres que postergam a gravidez, principalmente, têm um risco maior de desenvolvê-la. Os hábitos de vida também podem ter um impacto significativo na fertilidade. Considera-se que o tabagismo, por exemplo, possa comprometer em até oito vezes mais a fertilidade em relação à mulher não fumante. As conseqüências da vida moderna, como falta de sono, alimentação inadequada e sedentarismo, também têm efeitos no organismo que contribuem negativamente.
Um outro fator para o aumento dos casos de infertilidade nas últimas décadas é a poluição ambiental. A exposição a substâncias tóxicas chamadas xenobióticos, que catalisam reações oxidativas gerando radicais livres, tem um efeito agressor tanto sobre os óvulos quanto sobre espermatozóides. São consideradas xenobióticos todas as substâncias contaminantes ambientais, como os metais pesados (mercúrio, chumbo, cádmio etc.) e os agrotóxicos.
Fatores de infertilidade no homem
A causa mais significativa de infertilidade do homem, em todo o mundo, é a varicocele – ou varizes escrotais. Atinge cerca de 45% dos homens que nunca tiveram filho e até 85% dos homens com infertilidade secundária, ou seja, aqueles que não conseguem ter um segundo filho. É uma patologia progressiva em que as veias responsáveis por drenar o sangue dos testículos tornam-se incompetentes. O resultado é que o homem com varicocele ejacula espermatozóides imaturos, freqüentemente incapazes de fertilizar o óvulo.
Outra causa da infertilidade masculina corresponde às infecções dos testículos, epidídimos e próstata. As azoospermias (ausência completa de espermatozóides no sêmen ejaculado) também são responsáveis por grande parte das causas de infertilidade no homem. Nesse caso, os espermatozóides podem não estarem sendo produzidos (configurando o grupo de doenças chamadas de azoospermias não obstrutivas) ou, apesar de produzidos, não conseguem chegar até a uretra e serem ejaculados (azoospermias obstrutivas, que se configura quando os túbulos que ligam os testículos à uretra não estão permeáveis). Neste último grupo está incluída a vasectomia.
Contudo, a idade continua sendo a maior causadora de infertilidade. Com o avanço da idade, tanto a capacidade de ovulação e a qualidade do óvulo, como também a capacidade de manutenção da gestação no útero diminuem. No homem há um aumento de deformações no espermatozóide e de alterações genéticas.