
Reprodução Humana - Em busca de causas
A realização de um exame físico completo – tanto do homem quanto da mulher – e a história clínica de cada um, já podem dar uma boa idéia ao médico a respeito dos fatores relacionados à infertilidade do casal.
Na mulher:
A primeira etapa em busca das causas da infertilidade é a avaliação da ovulação. Menstruações regulares e ovulação em mais de 95% dos ciclos não significam que a qualidade dessas ovulações seja adequada. Para isso, o médico deve solicitar um perfil hormonal, incluindo-se os hormônios FSH, LH, estradiol e prolactina. A avaliação da glândula tireóide é também fundamental, uma vez que as doenças relacionadas a essa glândula são relativamente comuns. As causas ovulatórias podem ser responsáveis por até 40% das causas femininas de infertilidade. O médico também deve avaliar se o colo uterino, cavidade uterina e tubas uterinas estão livres de obstruções ou aderências, como as que ocorrem após cirurgias ou infecções pélvicas.
No homem:
A infertilidade masculina é pouco diagnosticada. Na maior parte dos casos em que o casal não consegue uma gravidez, as mulheres são extensamente investigadas, enquanto o homem é submetido a apenas um espermograma. São necessárias no mínimo duas amostras diferentes de sêmen, fornecidas em intervalo de uma a duas semanas, pois existe uma variação normal da produção de espermatozóides em todos os indivíduos.
A etapa seguinte deve ser a da dosagem dos hormônios correspondentes a atividade testicular: testosterona total, FSH, LH e prolactina. Nos indivíduos com alteração da concentração espermática ou cujo exame físico revelou alterações significativas, deve ser solicitada a uma avaliação genética, na qual serão verificadas possíveis alterações. O exame de doppler testicular pode ser útil na suspeita de alterações das células do testículo. Existe ainda o teste de função espermática, mais sensível para determinar a qualidade dos espermatozóides.