Gravidez - Pós-Parto
Depois de dar à luz, o corpo da mulher está diferente. Além de dedicar-se aos cuidados com o recém nascido, como a amamentação, também é hora de descobrir maneiras de recuperar a forma e aproveitar a nova fase da vida.
Exercitando-se depois do parto
Praticar atividades físicas no período de pós-parto ajuda a recuperar a forma, manter-se saudável para cuidar do bebê, além de prevenir e tratar sintomas depressivos, como diversos estudos já demonstraram. Os especialistas recomendam iniciar uma rotina de atividades físicas entre seis e oito semanas após o nascimento, dependendo do tipo de parto. O médico pode avaliar cada caso, considerando variáveis como o tipo de parto – cesárea ou parto normal – e, no geral, não há grandes empecilhos para a mulher colocar, por mais leves que sejam as atividades, o corpo em movimento.
Mais do que isso, a mulher deve começar a movimentar-se algumas horas depois do parto, mesmo com cirurgia. Evidências mostram que as mães que se movimentam neste período tendem a recuperar-se mais facilmente e a sentir-se melhor mais cedo em relação às menos ativas. Isso não significa praticar caminhadas em volta do quarteirão, pelo contrário. Movimentos leves e simples como levantar-se do leito e andar pelo quarto do hospital, ou dentro de casa, podem colaborar imensamente para o bem-estar geral da mulher. Essa atividade só é contra-indicada caso a mãe sinta dores, mas na maioria dos casos os movimentos tendem a ser benéficos.
Um bom termômetro para saber se as atividades estão na medida certa é prestar atenção aos sangramentos: não podem se intensificar. Aquelas que se mantiveram ativas ao longo da gravidez estão aptas a retomar as atividades com maior facilidade e nesses casos, provavelmente, o médico dará sinal verde para continuar exercitando-se.
Nas consultas, a mulher deve conversar com o médico sobre o tipo de atividade ideal, se deverá retomar os exercícios aeróbicos ou optar por aulas de yoga, por exemplo.
Algumas regras para iniciar os exercícios físicos no pós-parto:
- Aguardar o sinal positivo do médico para começar;
- Iniciar os exercícios aos poucos;
- Movimentar-se com cuidado e sem exageros;
- Parar se houver dor, aumento de sangramento ou outros sinais negativos.
É importante lembrar que o corpo ainda está voltando a se ajustar ao estado “não-gestante”: os hormônios da gravidez continuam em ação, embora mais sutilmente, e a sensação de exaustão física do parto pode estar presente. Nada disso, no entanto, é desculpa para não movimentar-se. Os bons resultados são garantidos.
Dieta e emagrecimento
Pelo fato de que o corpo feminino leva cerca de seis meses para se restabelecer depois da gestação, os especialistas recomendam deixar a recuperação do organismo se dar naturalmente antes de adotar uma dieta rigorosa de restrição calórica. Porém, alguns cuidados com a alimentação são úteis para voltar à forma mais saudavelmente.
Dicas para a dieta da mulher no pós-parto:
- Refeições balanceadas, contendo os três grupos de alimentos da pirâmide alimentar: energéticos (carboidratos e gorduras), construtores (proteínas) e reguladores (vitaminas e sais minerais);
- Incluir particularmente fontes de ácidos graxos essenciais, como os peixes, especialmente o salmão, nozes, castanhas e grãos;
- Incluir grãos como os encontrados em pães e cereais;
- Assim como durante a gravidez, a mulher deve optar por alimentos ricos em fibras, atenuantes da fome e responsáveis pela sensação de satisfação por períodos mais longos do que proporcionam os alimentos ricos em açúcar;
- Evitar “beliscar” entre as refeições;
- Planejar os lanches diários contendo frutas e vegetais crus, pequenas fatias de queijo e biscoito integral;
- Não deixar de alimentar-se. Passar muitas horas sem comer (mais de 3 ou 4 horas, por exemplo) pode levar à compulsão;
- Evitar alimentos ricos em gordura e açúcar;
- Assim como durante a gestação, o médico poderá recomendar suplementos vitamínicos de acordo com as necessidades nutricionais de cada mulher. Se estiver amamentando, a mãe deve conversar com o médico também sobre o fluxo de leite;
- A mulher deve reservar um tempo para ela, principalmente para as refeições, procurando comer devagar, saborear os alimentos e procurar também descansar.
Amamentação
A primeira amamentação deve ocorrer nos primeiros 30 minutos de vida do bebê, recomenda a Academia Americana de Pediatria. Isso ajuda o recém-nascido a aprender mais rapidamente a mamar, mas se isso levar mais tempo, a mãe deve manter-se tranqüila. Alguns bebês e algumas mulheres podem não estar ainda preparados para o aleitamento materno.
Vale mantê-lo pele a pele com os seios, o que ajuda não só a prepará-lo, como também a mantê-lo aquecido.
O leite materno é o alimento perfeito para o bebê – e é produzido especificamente para cada um dos filhos de uma mulher. Poderíamos dizer que é “personalizado”. Se a mãe tem um bebê prematuramente, por exemplo, o seu organismo terá produzido um leite diferente.
O leite materno é facilmente digerido e carrega anticorpos para o recém-nascido, contribui para o desenvolvimento da inteligência da criança, protege contra infecções respiratórias e de ouvido e previne outros problemas ao longo da vida como diabetes e obesidade.
Preparando-se para amamentar
É importante providenciar atenção especial aos cuidados com os seios durante este período. Algumas técnicas ajudam a fortalecer o bico dos seios e a estimular as glândulas mamárias.
Freqüentar aulas sobre o aleitamento materno antes de ter o bebê pode ser uma ótima idéia. Os hospitais geralmente oferecem cursos básicos, com orientadores experientes capazes de esclarecer as principais dúvidas da mulher.
O bebê está com fome?
Saber quando o recém-nascido está com fome não é difícil. Algumas mães se orientam pelo relógio, outras esperam que ele chore, mas nem uma nem outra estão corretas. O choro já é um sinal tardio de fome e por essa razão as mães novatas devem aprender algumas dicas para reconhecer quando é hora de alimentar o bebê:
Sinais precoces de fome significam que a mãe já deve amamentar.
Conheça alguns sinais de fome:
- Aproximar as mãos da boca;
- Virar a cabeça de um lado para o outro;
- Sugar as mãos ou as roupas;
- Sinais de inquietação e agitação;
- Choro.
Quanto mais cedo a mãe puder reconhecer esses sinais, mais fácil será alimentar o bebê. Caso ele chegue a chorar, aconselha-se acalmá-lo antes de tentar amamentá-lo.