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Áreas Terapêuticas - Gravidez

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Cuidados com o recém nascido prematuro: pesquisas recentes
O último congresso anual da Sociedade Iberoamericana de Neonatologia (SIBEN), realizado em setembro, na cidade peruana de Cusco, abordou os desafios da medicina neonatal na América Latina. Entre os principais temas discutidos estavam a deficiência de proteína e a nutrição precoce em bebês prematuros; as perspectivas da pesquisa médica fetal; as infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), em especial nos bebês prematuros e as cardiopatias congênitas.
EXERCITAR-SE NA HORA DO PARTO REDUZ CHANCE DE CESÁREA E DOR
Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.
Conheça o que fazem as doulas
O serviço de acompanhantes de parto cresce nos hospitais públicos e particulares de São Paulo e outras regiões do país. Com a ajuda delas é mais confortável dar à luz


Gravidez - Pós-Parto

Depois de dar à luz, o corpo da mulher está diferente. Além de dedicar-se aos cuidados com o recém nascido, como a amamentação, também é hora de descobrir maneiras de recuperar a forma e aproveitar a nova fase da vida.

Exercitando-se depois do parto
Praticar atividades físicas no período de pós-parto ajuda a recuperar a forma, manter-se saudável para cuidar do bebê, além de prevenir e tratar sintomas depressivos, como diversos estudos já demonstraram. Os especialistas recomendam iniciar uma rotina de atividades físicas entre seis e oito semanas após o nascimento, dependendo do tipo de parto. O médico pode avaliar cada caso, considerando variáveis como o tipo de parto – cesárea ou parto normal – e, no geral, não há grandes empecilhos para a mulher colocar, por mais leves que sejam as atividades, o corpo em movimento.

Mais do que isso, a mulher deve começar a movimentar-se  algumas horas depois do parto, mesmo com cirurgia. Evidências mostram que as mães que se movimentam neste período tendem a recuperar-se mais facilmente e a sentir-se melhor mais cedo em relação às menos ativas. Isso não significa praticar caminhadas em volta do quarteirão, pelo contrário. Movimentos leves e simples como levantar-se do leito e andar pelo quarto do hospital, ou dentro de casa, podem colaborar imensamente para o bem-estar geral da mulher. Essa atividade só é contra-indicada caso a mãe sinta dores, mas na maioria dos casos os movimentos tendem a ser benéficos.

Um bom termômetro para saber se as atividades estão na medida certa é prestar atenção aos sangramentos: não podem se intensificar. Aquelas que se mantiveram ativas ao longo da gravidez estão aptas a retomar as atividades com maior facilidade e nesses casos, provavelmente, o médico dará sinal verde para continuar exercitando-se.

Nas consultas, a mulher deve conversar com o médico sobre o tipo de atividade ideal, se deverá retomar os exercícios aeróbicos ou optar por aulas de yoga, por exemplo.

Algumas regras para iniciar os exercícios físicos no pós-parto:

- Aguardar o sinal positivo do médico para começar;
- Iniciar os exercícios aos poucos;
- Movimentar-se com cuidado e sem exageros;
- Parar se houver dor, aumento de sangramento ou outros sinais negativos.

É importante lembrar que o corpo ainda está voltando a se ajustar ao estado “não-gestante”: os hormônios da gravidez continuam em ação, embora mais sutilmente, e a sensação de exaustão física do parto pode estar presente. Nada disso, no entanto, é desculpa para não movimentar-se. Os bons resultados são garantidos.

Dieta e emagrecimento
Pelo fato de que o corpo feminino leva cerca de seis meses para se restabelecer depois da gestação, os especialistas recomendam deixar a recuperação do organismo se dar naturalmente antes de adotar uma dieta rigorosa de restrição calórica. Porém, alguns cuidados com a alimentação são úteis para voltar à forma mais saudavelmente. 

Dicas para a dieta da mulher no pós-parto:

  • Refeições balanceadas, contendo os três grupos de alimentos da pirâmide alimentar: energéticos (carboidratos e gorduras), construtores (proteínas) e reguladores (vitaminas e sais minerais);
  • Incluir particularmente fontes de ácidos graxos essenciais, como os peixes, especialmente o salmão, nozes, castanhas e grãos;
  • Incluir grãos como os encontrados em pães e cereais;
  • Assim como durante a gravidez, a mulher deve optar por alimentos ricos em fibras, atenuantes da fome e responsáveis pela sensação de satisfação por períodos mais longos do que proporcionam os alimentos ricos em açúcar;
  • Evitar “beliscar” entre as refeições;
  • Planejar os lanches diários contendo frutas e vegetais crus, pequenas fatias de queijo e biscoito integral;
  • Não deixar de alimentar-se. Passar muitas horas sem comer (mais de 3 ou 4 horas, por exemplo) pode levar à compulsão;
  • Evitar alimentos ricos em gordura e açúcar;
  • Assim como durante a gestação, o médico poderá recomendar suplementos vitamínicos de acordo com as necessidades nutricionais de cada mulher. Se estiver amamentando, a mãe deve conversar com o médico também sobre o fluxo de leite;
  • A mulher deve reservar um tempo para ela, principalmente para as refeições, procurando comer devagar, saborear os alimentos e procurar também descansar.

Amamentação
A primeira amamentação deve ocorrer nos primeiros 30 minutos de vida do bebê, recomenda a Academia Americana de Pediatria. Isso ajuda o recém-nascido a aprender mais rapidamente a mamar, mas se isso levar mais tempo, a mãe deve manter-se tranqüila. Alguns bebês e algumas mulheres podem não estar ainda preparados para o aleitamento materno.

Vale mantê-lo pele a pele com os seios, o que ajuda não só a prepará-lo, como também a mantê-lo aquecido.

O leite materno é o alimento perfeito para o bebê – e é produzido especificamente para cada um dos filhos de uma mulher. Poderíamos dizer que é “personalizado”. Se a mãe tem um bebê prematuramente, por exemplo, o seu organismo terá produzido um leite diferente.

O leite materno é facilmente digerido e carrega anticorpos para o recém-nascido, contribui para o desenvolvimento da inteligência da criança, protege contra infecções respiratórias e de ouvido e previne outros problemas ao longo da vida como diabetes e obesidade.

Preparando-se para amamentar
É importante providenciar atenção especial aos cuidados com os seios durante este período. Algumas técnicas ajudam a fortalecer o bico dos seios e a estimular as glândulas mamárias.

Freqüentar aulas sobre o aleitamento materno antes de ter o bebê pode ser uma ótima idéia. Os hospitais geralmente oferecem cursos básicos, com orientadores experientes capazes de esclarecer as principais dúvidas da mulher.

O bebê está com fome?
Saber quando o recém-nascido está com fome não é difícil. Algumas mães se orientam pelo relógio, outras esperam que ele chore, mas nem uma nem outra estão corretas. O choro já é um sinal tardio de fome e por essa razão as mães novatas devem aprender algumas dicas para reconhecer quando é hora de alimentar o bebê:

Sinais precoces de fome significam que a mãe já deve amamentar.

Conheça alguns sinais de fome:

- Aproximar as mãos da boca;
- Virar a cabeça de um lado para o outro;
- Sugar as mãos ou as roupas;
- Sinais de inquietação e agitação;
- Choro.

Quanto mais cedo a mãe puder reconhecer esses sinais, mais fácil será alimentar o bebê. Caso ele chegue a chorar, aconselha-se acalmá-lo antes de tentar amamentá-lo.