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Áreas Terapêuticas - Gravidez

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Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.
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O serviço de acompanhantes de parto cresce nos hospitais públicos e particulares de São Paulo e outras regiões do país. Com a ajuda delas é mais confortável dar à luz


Gravidez - O Parto prematuro

O parto é considerado dentro do período normal, também denominado “à termo”, quando ocorre entre a 37a semana completa da gravidez e a 42a semana incompleta. Ele será  considerado prematuro ou pré-termo quando a gestação tem menos de 37 semanas e mais de 22 semanas. Estima-se que de 10% a 12% dos partos ocorram prematuramente.

A maioria dos casos de prematuridade está associada à ruptura das membranas do saco amniótico ou bolsa d’água e à presença de contrações ou cólicas. São sinais de prematuridade a ocorrência de mais de cinco contrações por hora, a dilatação do colo, o vazamento repentino de fluido claro da vagina, a sensação de dor durante a micção devido à provável infecção do trato urinário, bexiga ou rins, ou ainda o sangramento vaginal vermelho brilhante, dor lombar persistente e pressão pélvica intensa.

As causas de prematuridade podem estar associadas à sangramento uterino devido a alterações na placenta que levam à ruptura precoce das membranas amnióticas ou ser resultado de infecções ou inflamações que induzem as contrações. A distenção uterina excessiva devido à gestação de gêmeos ou ao chamado efeito polihidrâmnio, quando há grande produção de líquido amniótico, que aumenta o volume do útero, pode liberar substâncias que induzem as contrações. O estresse físico ou psicológico é outro fator de risco, pois concorre para a liberação do hormônio estimulante das contrações, conhecido como ocitocina.

Os avanços da medicina permitem hoje usar estratégias para prevenir o parto prematuro. Também os bebês nascidos prematuramente, sujeitos a apresentar dificuldades respiratórias, podem passar por tratamentos bem tolerados, realizados na UTI neonatal.

Riscos
Correm mais riscos de apresentar parto prematuro as mulheres que já tiveram um parto antes do termo em gestação prévia, ou que apresentam condições desfavoráveis para a gravidez a termo. Entre os fatores de risco mais prováveis de prematuridade se destacam o tabagismo, o baixo peso antes da gestação, acompanhada de ganho de peso insignificante durante a gravidez, história anterior de cirurgia do colo uterino, ou curto intervalo de tempo entre duas gestações, anemia grave ou uso de drogas.

A pré-eclâmpsia, uma condição patológica que afeta 5 a 8% das gestantes na gravidez, causando a alta da pressão sanguínea e a concentração de proteína na urina, é um fator de risco grave de prematuridade, uma vez que pode ocorrer na 20a semana de gestação, ou até mais cedo. O acompanhamento pré-natal é essencial para o diagnóstico e o tratamento dessa condição. Os sinais mais comuns da doença são vômito repentino ou continuado e dor aguda e prolongada no estômago.

Veja a seguir o resumo dos fatores de risco para o parto prematuro:

  • Histórico anterior de partos prematuros;
  • Infecções urinárias ou vaginites;
  • Hipertensão arterial;
  • Idade da gestante muito jovem (adolescente) ou mais velha (de 35 anos ou mais);
  • Uso de fertilização assistida;
  • Infecções congênitas como toxoplasmose, citomegalovirus, herpes congênitas e sífilis;
  • Gravidez de gêmeos;
  • Poliidrâmiio: volume aumentado do útero por causa da produção excessiva do líquido amniótico;
  • Desnutrição;
  • Estresse psicológico ou físico;
  • Tabagismo, uso de álcool ou drogas;
  • História de abortos repetidos da gestante;
  • Anomalias congênitas do feto;
  • Descolamento prematuro de placenta ou placenta prévia;
  • Anomalias uterinas como a  miomas e cervicite (inflamação da cérvix ou colo do útero).

Prevenção
A percepção precoce de anormalidade com a gestação por parte da gestante e o acompanhamento médico ao longo de todo o pré-natal é a melhor forma de evitar a gravidez a termo, que permite ao bebê nascer em segurança. Para tanto, a mulher deve conhecer os sinais básicos de alerta da prematuridade. Infecções vaginais por fungo ou bactéria (candidíase ou vaginose) aumentam o risco de ruptura precoce das membranas amnióticas e de contrações uterinas antes do termo da gravidez e devem ser imediatamente tratadas, caso apareçam.

Manter-se bem hidratada durante a gravidez, especialmente nos meses mais quentes do ano, é essencial para prevenir contrações prematuras. A falta de hidratação diminui o volume de sangue em circulação e aumenta a concentração de ocitocina, o hormônio estimulante das contrações uterinas. É importante não esperar a sede durante a gravidez e principalmente no final da gestação, mantendo o hábito de beber água regularmente ao longo do dia.

Controle do trabalho de parto prematuro
São várias as estratégias que podem ser usadas para prevenir o parto prematuro. A recomendação inicial além da hidratação é o repouso absoluto da gestante, em casa, deitada de lado, até que seja transportada a um hospital com unidade de terapia intensiva neonatal – onde tanto a mãe quanto o bebê poderão ser prontamente assistidos.

No hospital, a avaliação do estado geral da gestante e do feto é realizada por meio de exames de ultras-som e monitoramento por equipamentos. O perfil biofísico do feto, seu estado de estresse ou não e o volume e condição do líquido amniótico são analisados para definir a melhor conduta.

Dependendo do estado geral da gestante e do bebê, os médicos podem conseguir adiar o parto com o uso de medicação para inibir as contrações. A suspensão do trabalho de parto é obtida com a administração de substâncias antagonistas da ocitocina, o hormônio estimulante das contrações. Tais substâncias se ligam aos receptores do músculo uterino, bloqueando a estimulação para o início de trabalho de parto.

O bebê prematuro
Os bebês nascidos prematuramente estão sujeitos a apresentar dificuldades respiratórias, o principal problema que os neonatologistas enfrentam nas unidades de terapia intensiva. Ele é decorrente da produção insuficiente de surfactante pelos seus pulmões prematuros, forçados a funcionar em um ambiente aéreo antes do tempo.

A substância surfactante – uma palavra derivada da expressão em inglês “surface active agente”, ou agente de atividade superficial – é um agente químico produzido pelas células dos alvéolos pulmonares a partir da 34a semana da gestação, que serve para reduzir a tensão superficial desses pequenos sacos aéreos permitindo que se encham e se esvaziem de ar com flexibilidade durante a respiração aérea. Por falta dela, os bebês muito prematuros apresentam os pulmões rígidos e, muitas vezes, só conseguem respirar com a ajuda de aparelhos. Denominada de doença da membrana hialina, anteriormente, a síndrome da angústia respiratória do recém-nascido, ou SARRN, como é chamada hoje pelos médicos, pode ser leve, moderada ou grave dependendo da preparação do parto prematuro.

UTI Neonatal
Diante da emergência de um parto prematuro, os médicos costumam recorrer a amniocentese (coleta de amostra do líquido amniótico) para estimar a concentração do surfactante e estimar se os pulmões do feto estão muito imaturos.

Se o parto não puder ser postergado, para evitar o risco da síndrome da angústia respiratória do recém-nascido (SARRN) grave do bebê, a gestante é tratada com corticosteróides 24 horas antes do parto. O recém-nascido com síndrome da angústia respiratória leve pode se recuperar em uma tenda de oxigênio, na UTI Neonatal.

O tratamento dos recém-nascidos com a síndrome moderada a grave, porém, pode exigir ventilação mecânica e medicação com droga surfactante que é gotejada diretamente na traquéia do bebê por meio de um tubo.

O controle rigoroso da respiração, para observar se o surfactante sintético é bem tolerado e se há melhora do quadro é feito na UTI neonatal e pode se manter por vários dias.

Nesse período, o monitoramento do bebê e cuidados envolverão desde o controle térmico à observação de anomalias como o Refluxo Gastroesofágico, comum em prematuros, tratamento de anemia, apnéia da prematuridade, condições especiais de aleitamento materno e nutrição.